Memória à meia-noite


Rochedos em mim se hospedam
porém seus nomes e profissões se apagam
do livro negro, lambidos por ondas todo o tempo.

Sou uma estátua de sal
derretida entre bits e ritmos sísmicos
como se qualquer dia fosse domingo.

Sou nomes que perdem faces
e faces que perdem nomes
[e então tudo fica misterioso].

Tempo agora
para sempre.

Sem nervos –
oceanos.

Quê?

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